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Enviada por Nogueira em 02/03/2010


Pacote de serviços da CEF irrita servidores públicos de Pinhais.

Uma parceria firmada no ano passado entre a Prefeitura de Pinhais e a Caixa Econômica Federal tem causado desconforto entre os servidores municipais. O acordo migrou toda a folha de pagamento do município para a instituição financeira, sob a justificativa de conseguir repasses para o município e atender o que recomenda a legislação federal. No entanto, o contrato foi assinado sem consulta à opinião dos funcionários que, desde dezembro de 2009, além de serem obrigados a receber seus vencimentos pela Caixa, enfrentam problemas para ter acesso ao próprio dinheiro.
 
Para atender os servidores que eventualmente fossem correntistas de outros bancos e quisessem permanecer nessa condição, a Caixa propôs a criação de um pacote especial com serviços gratuitos. Assim, quem preferisse não movimentar a nova conta teria direito, mensalmente, a dois saques, duas transferências eletrônicas e um talão de cheques, sem custos. Mas isso não é o que acontece. Desde que foi implantado, o pacote apresenta falhas e lança diversas tarifas nas contas dos funcionários, que precisam ir à agência todo mês solicitar a correção dos descontos.
 
Questionado sobre o assunto, o gerente da agência da Caixa Econômica Federal em Pinhais, Ailton Hilário de Morais, explica que as taxas indevidas são geradas porque o conjunto de serviços oferecido à Prefeitura é inédito na história da instituição. “A Caixa nunca trabalhou assim”. Segundo Morais, essa nova condição confunde o sistema do banco e por isso algumas contas têm sido tarifadas. “É como se não reconhecesse completamente esse novo pacote”. O gerente da agência esclareceu também que o setor de tecnologia da instituição, que fica em Brasília, já foi informado sobre as inconsistências e deve concluir a correção em breve. Até lá, os servidores que observarem descontos incorretos em suas contas devem informar a situação à agência.
 
Irritada com o assunto, a assistente administrativa Paula Soares Amaral Santos, da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, explica que não era correntista da Caixa Econômica. “Sou correntista do Itaú desde que entrei na Prefeitura e só abri a conta na Caixa porque fui obrigada, porque se não fizesse isso não receberia meu pagamento”. Ela critica a demora da instituição financeira para se adequar à própria proposta e também comenta que, no setor onde trabalha, todos os servidores enfrentaram a mesma dificuldade. “Aqui todo mundo que tentou transferir seu pagamento foi tarifado e teve que ir à agência reclamar”. A servidora explica que a isenção espontânea ocorreu somente em dezembro de 2009. “De lá para cá, todo mês tenho cobrança”, desabafa. “Isso é propaganda enganosa, porque nós só somos isentos das taxas se formos lá reclamar”, completa.
 
Por Daiane Andrade


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